POLÍTICA - TUCANOS DECEPCIONADOS COM MINAS
Nos bastidores da campanha tucana nacional comenta-se que nada se espera de Aécio Neves em Minas.
Fala-se mais ainda, que Aécio preferiria deixar Anastasia perder pra Hélio Costa, a fazer campanha pra Serra e perder os votos que ele, Aécio, teria ao Senado.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Calabar das Montanhas
Das montanhas da Colômbia para as montanhas de Minas.
Se das montanhas da Colômbia, o vice Indio da Costa(DEM) trouxe para a campanha o mais explosivo assunto contra o PT, que colocou no centro da campanha a comprovada ligação do partido com a narcoguerrilha (quer maior comprovação do que a declaração de Uribe contra Lula, que tentava colocar panos quentes e favorecer as FARC que se escondem na Venezuela de Chávez?), das montanhas de Minas vem uma notícia recorrente, publicada novamente na Folha de São Paulo, que coloca Aécio Neves (PSDB) em posição muito delicada diante do eleitorado oposicionista do Brasil:
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais. A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra. No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra -acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros. Além do "Serra solitário", único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido. Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.
Para conhecer a Campanha de Antonio Anastasia(PSDB) ao governo de Minas, inclusive todas as peças da campanha, não precisa correr comitês como o jornal paulista, que deve estar de perseguição contra Minas. Clique aqui. Depois clique em Downloads. Com certeza, as peças onde aparece a foto do Serra junto aos candidatos ainda não ficaram prontas. Basta colocá-lo ao lado do Aécio, à esquerda. Devem estar ficando prontas. É sempre assim, atrasa.
Se das montanhas da Colômbia, o vice Indio da Costa(DEM) trouxe para a campanha o mais explosivo assunto contra o PT, que colocou no centro da campanha a comprovada ligação do partido com a narcoguerrilha (quer maior comprovação do que a declaração de Uribe contra Lula, que tentava colocar panos quentes e favorecer as FARC que se escondem na Venezuela de Chávez?), das montanhas de Minas vem uma notícia recorrente, publicada novamente na Folha de São Paulo, que coloca Aécio Neves (PSDB) em posição muito delicada diante do eleitorado oposicionista do Brasil:
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais. A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra. No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra -acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros. Além do "Serra solitário", único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido. Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.
Para conhecer a Campanha de Antonio Anastasia(PSDB) ao governo de Minas, inclusive todas as peças da campanha, não precisa correr comitês como o jornal paulista, que deve estar de perseguição contra Minas. Clique aqui. Depois clique em Downloads. Com certeza, as peças onde aparece a foto do Serra junto aos candidatos ainda não ficaram prontas. Basta colocá-lo ao lado do Aécio, à esquerda. Devem estar ficando prontas. É sempre assim, atrasa.
Virgilio, o Calabar Amazonense
Enfim, um Calabar Amazonense
Tucano voa com Lula.
A última pesquisa Ibope, no Amazonas, deu 68% para Dilma Rousseff(PT) e 16% para José Serra(PSDB). Na disputa pelas cadeiras no Senado pelo Amazonas, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) atinge 86% das intenções de voto, enquanto o atual senador Artur Virgílio (PSDB) obtém 43% da preferência dos entrevistados. A deputada Vanessa Grazziotin (PC do B) aparece na terceira posição da pesquisa com 33% das menções.Hoje o Painel da Folha publica a seguinte nota:
Wally 1 De todos os sumiços anotados pela cúpula da campanha de José Serra, nenhum causa mais espécie que o de Arthur Virgílio (PSDB-AM). O senador, que na tentativa de viabilizar sua reeleição aliou-se ao lulista Alfredo Nascimento (PR), rifou a campanha presidencial tucana no Amazonas.
Está na hora dos amazonenses oposicionistas, estes bravos 16% que vencem as furiosas traíras dos rios da região, protegerem o seu tucano da extinção. Não deixem que ele volte para Brasília. Brasília tem um efeito nocivo em alguns espécimes: extermina a ética e a vergonha na cara. Com dor no coração, amazonenses, votem na bela onça comunista. Deixem o tucano manauara viver na selva. Não o mandem de volta para o cerrado.
Tucano voa com Lula.
A última pesquisa Ibope, no Amazonas, deu 68% para Dilma Rousseff(PT) e 16% para José Serra(PSDB). Na disputa pelas cadeiras no Senado pelo Amazonas, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) atinge 86% das intenções de voto, enquanto o atual senador Artur Virgílio (PSDB) obtém 43% da preferência dos entrevistados. A deputada Vanessa Grazziotin (PC do B) aparece na terceira posição da pesquisa com 33% das menções.Hoje o Painel da Folha publica a seguinte nota:
Wally 1 De todos os sumiços anotados pela cúpula da campanha de José Serra, nenhum causa mais espécie que o de Arthur Virgílio (PSDB-AM). O senador, que na tentativa de viabilizar sua reeleição aliou-se ao lulista Alfredo Nascimento (PR), rifou a campanha presidencial tucana no Amazonas.
Está na hora dos amazonenses oposicionistas, estes bravos 16% que vencem as furiosas traíras dos rios da região, protegerem o seu tucano da extinção. Não deixem que ele volte para Brasília. Brasília tem um efeito nocivo em alguns espécimes: extermina a ética e a vergonha na cara. Com dor no coração, amazonenses, votem na bela onça comunista. Deixem o tucano manauara viver na selva. Não o mandem de volta para o cerrado.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Laranja Silvéria armando
A armadilha da Laranja (do Lulla) Silvéria
Constituinte de Dillma é armadilha
Autor(es): Agencia o Globo
O Globo - 01/07/2010
A América Latina tem sido um laboratório de destilação de fórmulas de aparência democrática criadas para sufocar a democracia. O principal centro de elaboração desta alquimia é a Venezuela do coronel Hugo Chávez, o golpista frustrado de 1992, mas eleito pelo voto popular seis anos depois. Nenhum reparo a fazer, pois, se todo golpista decidisse se submeter ao teste das urnas, o continente estaria em melhores condições. Chávez, porém, partiria para aplicar seu método populista de "democracia direta", por meio da convocação de um plebiscito para examinar a proposta de convocação de uma constituinte. O ardil está em aplicar o método logo após a vitória eleitoral, maneira infalível de garantir sem maiores riscos a criação da Câmara para rever a Constituição, e o seu controle. O modelo foi exportado para o Equador e Bolívia, onde Rafael Correa e Evo Morales, como seu inspirador, plasmaram constituições ao bel-prazer.
Pois a mesma proposta, na essência, apareceu na boca da candidata do PT, Dilma Rousseff, na entrevista concedida ao programa "Roda Viva", da TV Cultura. Não surpreende, mas serve de alerta. Não surpreende porque o transplante deste modelo chavista para o Brasil seduz o PT e parte do governo Lula há algum tempo. Consta inclusive do programa do partido. A nacionalização do kit chavista de geração de uma "democracia" sem alternância no poder e sem liberdades republicanas produziu a ideia de convocação de uma constituinte "apenas" para executar as reformas política e tributária. Pode-se imaginar o risco que correrá a estabilidade política e institucional do país caso regras em áreas essenciais como estas puderem ser alteradas em votações por maioria simples, numa câmara dominada pelo PT e aliados fisiológicos. E mesmo que fosse a coligação tucana.
Na entrevista, Dilma reafirmou o credo petista a favor do financiamento público de campanha e da votação em lista. São ideias muito polêmicas, pois a estatização completa dos gastos em eleição não elimina o risco do caixa dois, e o voto em lista, não individualizado, concede poder absoluto às cúpulas partidárias na escolha dos candidatos (aliás, bem ao estilo petista). A controvérsia em torno dessas bandeiras desaconselha que possam ser tomadas decisões sobre elas numa constituinte, ainda mais contaminada pelo resultado de uma eleição presidencial. Nada garante, também, que esta constituinte não possa cometer desatinos em outros campos. E, de mais a mais, câmaras revisoras são convocadas em momentos políticos muito específicos, como o de mudança de regime, não para tratar de temas tópicos. Se não há maioria qualificada no Congresso para rever a Carta é porque não existe consenso na sociedade em torno desta revisão. Elementar. A proposta de contornar a questão pelo atalho da constituinte exclusiva tem DNA golpista.
Na verdade, existem aperfeiçoamentos na legislação eleitoral que prescindem de mudanças constitucionais. A Lei da Ficha Limpa é um exemplo. Além disso, há dispositivos neste campo que ainda não foram suficientemente testados para ser revistos, caso do mandato de quatro anos com uma reeleição consecutiva, um dos alvos da militância que apoia Dilma. O assunto é sério, delicado, e não pode ser esquecido na agenda de debates na campanha presidencial.
Constituinte de Dillma é armadilha
Autor(es): Agencia o Globo
O Globo - 01/07/2010
A América Latina tem sido um laboratório de destilação de fórmulas de aparência democrática criadas para sufocar a democracia. O principal centro de elaboração desta alquimia é a Venezuela do coronel Hugo Chávez, o golpista frustrado de 1992, mas eleito pelo voto popular seis anos depois. Nenhum reparo a fazer, pois, se todo golpista decidisse se submeter ao teste das urnas, o continente estaria em melhores condições. Chávez, porém, partiria para aplicar seu método populista de "democracia direta", por meio da convocação de um plebiscito para examinar a proposta de convocação de uma constituinte. O ardil está em aplicar o método logo após a vitória eleitoral, maneira infalível de garantir sem maiores riscos a criação da Câmara para rever a Constituição, e o seu controle. O modelo foi exportado para o Equador e Bolívia, onde Rafael Correa e Evo Morales, como seu inspirador, plasmaram constituições ao bel-prazer.
Pois a mesma proposta, na essência, apareceu na boca da candidata do PT, Dilma Rousseff, na entrevista concedida ao programa "Roda Viva", da TV Cultura. Não surpreende, mas serve de alerta. Não surpreende porque o transplante deste modelo chavista para o Brasil seduz o PT e parte do governo Lula há algum tempo. Consta inclusive do programa do partido. A nacionalização do kit chavista de geração de uma "democracia" sem alternância no poder e sem liberdades republicanas produziu a ideia de convocação de uma constituinte "apenas" para executar as reformas política e tributária. Pode-se imaginar o risco que correrá a estabilidade política e institucional do país caso regras em áreas essenciais como estas puderem ser alteradas em votações por maioria simples, numa câmara dominada pelo PT e aliados fisiológicos. E mesmo que fosse a coligação tucana.
Na entrevista, Dilma reafirmou o credo petista a favor do financiamento público de campanha e da votação em lista. São ideias muito polêmicas, pois a estatização completa dos gastos em eleição não elimina o risco do caixa dois, e o voto em lista, não individualizado, concede poder absoluto às cúpulas partidárias na escolha dos candidatos (aliás, bem ao estilo petista). A controvérsia em torno dessas bandeiras desaconselha que possam ser tomadas decisões sobre elas numa constituinte, ainda mais contaminada pelo resultado de uma eleição presidencial. Nada garante, também, que esta constituinte não possa cometer desatinos em outros campos. E, de mais a mais, câmaras revisoras são convocadas em momentos políticos muito específicos, como o de mudança de regime, não para tratar de temas tópicos. Se não há maioria qualificada no Congresso para rever a Carta é porque não existe consenso na sociedade em torno desta revisão. Elementar. A proposta de contornar a questão pelo atalho da constituinte exclusiva tem DNA golpista.
Na verdade, existem aperfeiçoamentos na legislação eleitoral que prescindem de mudanças constitucionais. A Lei da Ficha Limpa é um exemplo. Além disso, há dispositivos neste campo que ainda não foram suficientemente testados para ser revistos, caso do mandato de quatro anos com uma reeleição consecutiva, um dos alvos da militância que apoia Dilma. O assunto é sério, delicado, e não pode ser esquecido na agenda de debates na campanha presidencial.
O inimigo dos Silvérios
Um bahiano inimigo dos Silvérios.
O brasileiro Rui Barbosa
(*) Ipojuca Pontes -
Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.
(A propósito - cumpre lembrar - ficou célebre nos anais da história literária o caso da biografia do lexicólogo inglês Samuel Johnson: o seu biógrafo e confidente, James Boswell, tornou-se mais festejado do que o próprio biografado - autor, por sinal, da frase lapidar: “O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”).
Este é justamente o caso do escritor Murilo Melo Filho, em seu livro “O brasileiro Rui Barbosa” (União Editora, João Pessoa, 2010), lançamento não apenas oportuno e essencial, mas de leitura cativante.
Oportuno, em primeiro lugar, porque ao ser lançado em momento tão singularmente acanalhado da vida pública brasileira, recoloca na ordem do dia a pouco lembrada figura de Rui Barbosa, um dos nossos raros homens públicos que soube manter ao longo da vida (de 73 anos) a necessária decência; essencial, porque em exatas 255 páginas a obra nos concede, em substância, os elementos indispensáveis para se avaliar com objetividade a presença marcante de Rui Barbosa no cenário nacional – cenário em que se fez legenda não só como jornalista, político e jurista, mas como escritor, filólogo, educador, diplomata (sem jamais ter passado pelo Itamaraty) e orador; e cativante, por sua vez, porque o autor conduz o leitor - em meio ao levantamento de uma vida plena de peripécias e dramaticidade – ao deleite de pura fruição estética, algo só perceptível na genuína obra literária.
Na sua bem-sucedida empreitada, Murilo Melo Filho soube realçar os muitos atributos que definiram (e definem, ainda hoje) o brasileiro Rui Barbosa, especialmente no que ele tinha (vá lá o chavão) de inteligente, culto, corajoso, fluente e tenaz. No capítulo tenacidade, como realçam alguns biógrafos, Rui Barbosa tinha por hábito trabalhar até 15 horas por dia, uma coisa espantosa, sobretudo para quem, como ele, convivia com freqüentes problemas de saúde, não passava de 1,58m de altura, pesando em média 49 quilos.
De ordinário, para se reconstituir a vida de personagem de grande estatura histórica se faz necessário algo mais do que a simples tarefa de coligir fatos, intercalados de datas – uma constante no trabalho de certos biógrafos, nacionais ou estrangeiros, em geral incapazes de refletir sobre o passado.
Neste terreno intrincado, como é sabido, antes de cumprir as tarefas básicas do ofício (ler cartas, livros, estudar documentos, consultar arquivos, entrevistar pessoas, etc.), há que se admirar, nos seus prós e contras, para o bem ou para o mal, a figura do personagem a ser retratado.
Nesta perspectiva, ao considerar Rui Barbosa o protagonista principal da nossa história dita culta e civilizada, no Império e na República, Murilo Melo Filho vai fundo na sua admiração, assumindo a postura de biógrafo consciente e criterioso.
De início, o livro de MMF se impõe como trabalho abrangente. O autor, sem fugir à complexidade do desafio, se empenha em revelar as múltiplas facetas do brasileiro Rui Barbosa, tais como, por exemplo, as do abolicionista, salientando sua extraordinária capacidade de luta para nos livrar, sem o rancor ideológico das cotas raciais em voga, da chaga da escravidão tardia. Neste embate, travado por Rui no parlamento e nas redações de jornais, seu empenho foi tanto que o próprio Machado de Assis diagnosticou: “Ninguém o excedeu, em brilho e em denodo, na libertação dos escravos”.
Não menos importante, por outro lado, foi a sua participação na construção da República (hoje muito exaltada, mas cada vez mais vilipendiada). De fato, embora respeitado por D. Pedro II, um monarca moderador, Rui era um federalista convicto e logo aderiu à conspiração, transformando-se no arauto da idéia republicana.
Quando o Império é derrubado e a República é proclamada sob os olhares do povo “perplexo e bestificado”, em 15 de novembro de 1889, Rui redige o Decreto provisório que estabeleceu a República Federativa Brasileira, separando a Igreja do Estado – quem sabe, uma das prováveis causas do vácuo moral que se abate sobre o País.
Posteriormente, sozinho, redigiu a Constituição de 1891, fortemente inspirada na constituição dos Estados Unidos, descentralizadora dos poderes, dando larga autonomia, hoje sonegada, aos municípios e às províncias, transformadas em “estados”. Feito Vice-Chefe do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa lançou um manifesto cujo lema era o seguinte: “Com a lei, pela lei e dentro da lei, por que fora da lei não há salvação. Ouso dizer que este é o programa da República”.
Estudiosos desta fase da vida nacional acreditam que Rui, nomeado ministro da Fazenda, abriu séria fenda na sua biografia. De fato, ao impor, na “macroeconomia” cabocla, a conversibilidade do padrão-ouro, o baiano, tal como o venturoso JK, passou a emitir papel moeda aos borbotões, dando margem à política do “encilhamento”, propulsora do jogo especulativo da bolsa, que fez fortunas da noite para o dia e levou o país à inflação galopante, à “carestia” e à quebradeira geral. Como resultado, veio a crise política e a previsível renúncia do ministério.
Rui só ergueu a cabeça (que lhe era desproporcional ao tamanho do corpo) seis anos depois, em 1907, por ocasião da Conferência de Paz, em Haia, onde representou o Brasil na qualidade de Embaixador Plenipotenciário.
Na Conferencia - considerada a maior assembléia diplomática internacional até então realizada, com a participação de 44 paises do chamado mundo civilizado – a atuação de Rui colocou o Brasil (então, uma floresta gigantesca com 25 milhões de habitantes) nas páginas da história universal.
De início, causou surpresa ver aquela figura mirrada, quase anã, analisar projetos e apresentar emendas e substitutivos no mais irrepreensível francês. Criou ressentimentos, é claro. Numa dessas reuniões, Rui invocou-se ao sentir que um seu discurso, considerado político pelo presidente da Mesa (o embaixador russo De Martens), não seria transcrito nos Anais.
Foi o suficiente para que o orador, até então visto com descaso, subisse à tribuna e, de improviso, fizesse o mais lúcido discurso por acaso já proferido numa conferência internacional sobre as distinções entre a baixa e a alta política, sendo esta, no seu entender, a atmosfera em que podem respirar os povos civilizados – razão pela qual, afirmava, não poderia ser ela excluída de uma assembléia de homens livres. E num arremate marcante, concluiu que a alta política tornava inatacável o princípio da justiça, sem o qual não poderia prevalecer a soberania do direito e a almejada igualdade jurídica entre os povos. O mundo, ali representado, desabou.
Mas o seu grande tento não ficou restrito à palavra. No final da Conferência, no momento da criação da Corte Permanente de Justiça composta por cinco integrantes - Rússia, França, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos -, denunciou a manobra, repudiando a formação do quinquovirato. Com o gesto, obrigou as grandes potências incluírem na Comissão Permanente de Justiça de Haia (que julgou, recentemente, o sérvio Slobodan Milosevic), não apenas a representação das cinco nações, mas de todas as nações presentes. Como registrou o delegado belga Lapradelle, “Aquela figura frágil agigantou-se em tamanho e grandeza. Através do Dr. Barbosa, o Brasil alçava-se a uma posição culminante. Ele poderia aliar-se aos maiores, mas preferiu teimar em defesa dos pequenos”.
Durante quase meio século a Águia de Haia impôs-se como fenômeno político único e duradouro: deputado provincial, inúmeras vezes senador da República e duas vezes candidato (derrotado) à presidente da Nação (numa delas, na campanha Civilista, contra o folclórico Marechal Hermes da Fonseca), ele assumiu, com legitimidade, o papel da melhor consciência nacional, sempre se insurgindo, com voz firme e oratória incisiva, contra os políticos boçais e desonestos, as maquinações de governos malandros, as imposturas dos movimentos supostamente democráticos e, sobretudo, a alarmante e contagiosa burrice nacional.
Escritor exigente, autor de clássicos da língua portuguesa (da qual foi intransigente defensor), presidente da Academia Brasileira de Letras a despeito de sua vontade, Rui Barbosa foi o relator responsável pelo mais completo projeto de Reforma de Ensino Primário, Secundário e Superior até hoje encaminhado ao poder público – reforma que partia da observação singular de que “os maus alunos serão maus professores, que, por sua vez, serão péssimos líderes”. Na verdade, como o seu objetivo era “ensinar a pensar, a compreender as instituições e a construir a nacionalidade”, seu projeto, em essência, continua intocado.
De minha parte, penso que a ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos. Com efeito, Rui Barbosa, que exaltava o papel do indivíduo, aprofundou os alicerces da nação brasileira, debatendo os seus principais problemas e enfrentando com inteireza suas questões morais, políticas e sociais. Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.
Quero crer que se os integrantes mais conscientes das novas gerações soubessem, por exemplo, que Rui Barbosa, no final da vida, doente e necessitado, recusou, por questão de consciência, projeto do Senado Federal que lhe assegurava prêmio de 5 mil contos; e que, para não deixar o Brasil cair de quatro, recusou o privilegiado cargo de Juiz Permanente na Corte Internacional de Haia; e que, exilado em Londres, em vez sacar dinheiro dos cofres partidários ou assaltar bancos, resolveu lecionar em terra estranha, colocando numa placa de rua o anúncio “Ensina-se inglês”; e que, mesmo atacando em prólogo a infalibilidade do Papa, acreditava em Deus e não deixava de ir para a cama sem rezar de joelhos; e que, no final da vida, na alvorada da morte, escreveu peça oratória da dimensão de “Oração aos Moços”, um testamento cívico e moral sem precedentes na vida do povos - bem, repito, se os integrantes das novas gerações soubessem disso, na certa arrancariam os próprios olhos, como fez o malsinado Édipo, em Tebas, diante do horror da realidade trágica que o cercava.
Em suma, “O brasileiro Rui Barbosa” é um livro fascinante, que nos livra da praga das interpretações “desconstrutivistas” dos professores universitários. Devemos agradecer, penhorados, ao jornalista e escritor Murilo Melo Filho ter sabido criar e oferecer uma obra tão inesperada quanto valiosa.
O brasileiro Rui Barbosa
(*) Ipojuca Pontes -
Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.
(A propósito - cumpre lembrar - ficou célebre nos anais da história literária o caso da biografia do lexicólogo inglês Samuel Johnson: o seu biógrafo e confidente, James Boswell, tornou-se mais festejado do que o próprio biografado - autor, por sinal, da frase lapidar: “O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”).
Este é justamente o caso do escritor Murilo Melo Filho, em seu livro “O brasileiro Rui Barbosa” (União Editora, João Pessoa, 2010), lançamento não apenas oportuno e essencial, mas de leitura cativante.
Oportuno, em primeiro lugar, porque ao ser lançado em momento tão singularmente acanalhado da vida pública brasileira, recoloca na ordem do dia a pouco lembrada figura de Rui Barbosa, um dos nossos raros homens públicos que soube manter ao longo da vida (de 73 anos) a necessária decência; essencial, porque em exatas 255 páginas a obra nos concede, em substância, os elementos indispensáveis para se avaliar com objetividade a presença marcante de Rui Barbosa no cenário nacional – cenário em que se fez legenda não só como jornalista, político e jurista, mas como escritor, filólogo, educador, diplomata (sem jamais ter passado pelo Itamaraty) e orador; e cativante, por sua vez, porque o autor conduz o leitor - em meio ao levantamento de uma vida plena de peripécias e dramaticidade – ao deleite de pura fruição estética, algo só perceptível na genuína obra literária.
Na sua bem-sucedida empreitada, Murilo Melo Filho soube realçar os muitos atributos que definiram (e definem, ainda hoje) o brasileiro Rui Barbosa, especialmente no que ele tinha (vá lá o chavão) de inteligente, culto, corajoso, fluente e tenaz. No capítulo tenacidade, como realçam alguns biógrafos, Rui Barbosa tinha por hábito trabalhar até 15 horas por dia, uma coisa espantosa, sobretudo para quem, como ele, convivia com freqüentes problemas de saúde, não passava de 1,58m de altura, pesando em média 49 quilos.
De ordinário, para se reconstituir a vida de personagem de grande estatura histórica se faz necessário algo mais do que a simples tarefa de coligir fatos, intercalados de datas – uma constante no trabalho de certos biógrafos, nacionais ou estrangeiros, em geral incapazes de refletir sobre o passado.
Neste terreno intrincado, como é sabido, antes de cumprir as tarefas básicas do ofício (ler cartas, livros, estudar documentos, consultar arquivos, entrevistar pessoas, etc.), há que se admirar, nos seus prós e contras, para o bem ou para o mal, a figura do personagem a ser retratado.
Nesta perspectiva, ao considerar Rui Barbosa o protagonista principal da nossa história dita culta e civilizada, no Império e na República, Murilo Melo Filho vai fundo na sua admiração, assumindo a postura de biógrafo consciente e criterioso.
De início, o livro de MMF se impõe como trabalho abrangente. O autor, sem fugir à complexidade do desafio, se empenha em revelar as múltiplas facetas do brasileiro Rui Barbosa, tais como, por exemplo, as do abolicionista, salientando sua extraordinária capacidade de luta para nos livrar, sem o rancor ideológico das cotas raciais em voga, da chaga da escravidão tardia. Neste embate, travado por Rui no parlamento e nas redações de jornais, seu empenho foi tanto que o próprio Machado de Assis diagnosticou: “Ninguém o excedeu, em brilho e em denodo, na libertação dos escravos”.
Não menos importante, por outro lado, foi a sua participação na construção da República (hoje muito exaltada, mas cada vez mais vilipendiada). De fato, embora respeitado por D. Pedro II, um monarca moderador, Rui era um federalista convicto e logo aderiu à conspiração, transformando-se no arauto da idéia republicana.
Quando o Império é derrubado e a República é proclamada sob os olhares do povo “perplexo e bestificado”, em 15 de novembro de 1889, Rui redige o Decreto provisório que estabeleceu a República Federativa Brasileira, separando a Igreja do Estado – quem sabe, uma das prováveis causas do vácuo moral que se abate sobre o País.
Posteriormente, sozinho, redigiu a Constituição de 1891, fortemente inspirada na constituição dos Estados Unidos, descentralizadora dos poderes, dando larga autonomia, hoje sonegada, aos municípios e às províncias, transformadas em “estados”. Feito Vice-Chefe do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa lançou um manifesto cujo lema era o seguinte: “Com a lei, pela lei e dentro da lei, por que fora da lei não há salvação. Ouso dizer que este é o programa da República”.
Estudiosos desta fase da vida nacional acreditam que Rui, nomeado ministro da Fazenda, abriu séria fenda na sua biografia. De fato, ao impor, na “macroeconomia” cabocla, a conversibilidade do padrão-ouro, o baiano, tal como o venturoso JK, passou a emitir papel moeda aos borbotões, dando margem à política do “encilhamento”, propulsora do jogo especulativo da bolsa, que fez fortunas da noite para o dia e levou o país à inflação galopante, à “carestia” e à quebradeira geral. Como resultado, veio a crise política e a previsível renúncia do ministério.
Rui só ergueu a cabeça (que lhe era desproporcional ao tamanho do corpo) seis anos depois, em 1907, por ocasião da Conferência de Paz, em Haia, onde representou o Brasil na qualidade de Embaixador Plenipotenciário.
Na Conferencia - considerada a maior assembléia diplomática internacional até então realizada, com a participação de 44 paises do chamado mundo civilizado – a atuação de Rui colocou o Brasil (então, uma floresta gigantesca com 25 milhões de habitantes) nas páginas da história universal.
De início, causou surpresa ver aquela figura mirrada, quase anã, analisar projetos e apresentar emendas e substitutivos no mais irrepreensível francês. Criou ressentimentos, é claro. Numa dessas reuniões, Rui invocou-se ao sentir que um seu discurso, considerado político pelo presidente da Mesa (o embaixador russo De Martens), não seria transcrito nos Anais.
Foi o suficiente para que o orador, até então visto com descaso, subisse à tribuna e, de improviso, fizesse o mais lúcido discurso por acaso já proferido numa conferência internacional sobre as distinções entre a baixa e a alta política, sendo esta, no seu entender, a atmosfera em que podem respirar os povos civilizados – razão pela qual, afirmava, não poderia ser ela excluída de uma assembléia de homens livres. E num arremate marcante, concluiu que a alta política tornava inatacável o princípio da justiça, sem o qual não poderia prevalecer a soberania do direito e a almejada igualdade jurídica entre os povos. O mundo, ali representado, desabou.
Mas o seu grande tento não ficou restrito à palavra. No final da Conferência, no momento da criação da Corte Permanente de Justiça composta por cinco integrantes - Rússia, França, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos -, denunciou a manobra, repudiando a formação do quinquovirato. Com o gesto, obrigou as grandes potências incluírem na Comissão Permanente de Justiça de Haia (que julgou, recentemente, o sérvio Slobodan Milosevic), não apenas a representação das cinco nações, mas de todas as nações presentes. Como registrou o delegado belga Lapradelle, “Aquela figura frágil agigantou-se em tamanho e grandeza. Através do Dr. Barbosa, o Brasil alçava-se a uma posição culminante. Ele poderia aliar-se aos maiores, mas preferiu teimar em defesa dos pequenos”.
Durante quase meio século a Águia de Haia impôs-se como fenômeno político único e duradouro: deputado provincial, inúmeras vezes senador da República e duas vezes candidato (derrotado) à presidente da Nação (numa delas, na campanha Civilista, contra o folclórico Marechal Hermes da Fonseca), ele assumiu, com legitimidade, o papel da melhor consciência nacional, sempre se insurgindo, com voz firme e oratória incisiva, contra os políticos boçais e desonestos, as maquinações de governos malandros, as imposturas dos movimentos supostamente democráticos e, sobretudo, a alarmante e contagiosa burrice nacional.
Escritor exigente, autor de clássicos da língua portuguesa (da qual foi intransigente defensor), presidente da Academia Brasileira de Letras a despeito de sua vontade, Rui Barbosa foi o relator responsável pelo mais completo projeto de Reforma de Ensino Primário, Secundário e Superior até hoje encaminhado ao poder público – reforma que partia da observação singular de que “os maus alunos serão maus professores, que, por sua vez, serão péssimos líderes”. Na verdade, como o seu objetivo era “ensinar a pensar, a compreender as instituições e a construir a nacionalidade”, seu projeto, em essência, continua intocado.
De minha parte, penso que a ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos. Com efeito, Rui Barbosa, que exaltava o papel do indivíduo, aprofundou os alicerces da nação brasileira, debatendo os seus principais problemas e enfrentando com inteireza suas questões morais, políticas e sociais. Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.
Quero crer que se os integrantes mais conscientes das novas gerações soubessem, por exemplo, que Rui Barbosa, no final da vida, doente e necessitado, recusou, por questão de consciência, projeto do Senado Federal que lhe assegurava prêmio de 5 mil contos; e que, para não deixar o Brasil cair de quatro, recusou o privilegiado cargo de Juiz Permanente na Corte Internacional de Haia; e que, exilado em Londres, em vez sacar dinheiro dos cofres partidários ou assaltar bancos, resolveu lecionar em terra estranha, colocando numa placa de rua o anúncio “Ensina-se inglês”; e que, mesmo atacando em prólogo a infalibilidade do Papa, acreditava em Deus e não deixava de ir para a cama sem rezar de joelhos; e que, no final da vida, na alvorada da morte, escreveu peça oratória da dimensão de “Oração aos Moços”, um testamento cívico e moral sem precedentes na vida do povos - bem, repito, se os integrantes das novas gerações soubessem disso, na certa arrancariam os próprios olhos, como fez o malsinado Édipo, em Tebas, diante do horror da realidade trágica que o cercava.
Em suma, “O brasileiro Rui Barbosa” é um livro fascinante, que nos livra da praga das interpretações “desconstrutivistas” dos professores universitários. Devemos agradecer, penhorados, ao jornalista e escritor Murilo Melo Filho ter sabido criar e oferecer uma obra tão inesperada quanto valiosa.
Um Silvério a procura de um dentista
Um Silvério Bolivariano e de dentes podres.
O chauvinista Marco Aurélio Garcia, “aspone” de Lula, ousa falar em ficha suja
Água sanitária -
Quando o assunto é deboche, a soberba que emoldura o Partido dos Trabalhadores é invencível. Versão genérica de chanceler e integrante do núcleo duro do governo Lula da Silva, o trotskista Marco Aurélio “Top Top” Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, disse na quarta-feira (30) que o DEM “está cheio de fichas sujas”. Perguntado sobre a indicação do deputado federal Índio da Costa como candidato a vice na chapa de José Serra, o estafeta palaciano declarou que “o DEM vai ficar numa situação um pouco complexa porque se de um lado capitaliza por esse deputado, por outro lado, o DEM está cheio de fichas sujas”.
Acostumado a conviver com ditadores truculentos e sanguinários – é o caso de Fidel e Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez –, o coordenador da campanha da neopetista Dilma Rousseff deveria rever a história do próprio partido antes de lançar besteiras ao vento. Marco Aurélio certamente não se recorda da fábula “Ali Baba e o quarenta ladrões”, que na adaptação tupiniquim os mensaleiros do PT conseguiram representar com esmero.
Se a preocupação do assessor presidencial é o passado ilibado de qualquer candidato a vice, o PT precisa rever com urgência a homologação do nome do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), que na corrida rumo ao Palácio do Planalto faz dupla com Dilma Rousseff. A exemplo do que relembrou o ucho.info na edição de quarta-feira, Michel Temer teve o nome citado na Operação Caixa de Pandora, que desvendou o esquema de propinas que vigia no Distrito Federal, além de constar da contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.
Homem de fala concatenada, mas de covardia impressionante, Marco Aurélio Garcia é refém do próprio passado. No final dos anos 60, quando a truculência da ditadura militar se fazia presente em todos os rincões nacionais, Marco Aurélio Garcia, propulsado pelo vírus da traição, se apequenou diante da primeira carraspana policial, saindo de Porto Alegre e deixando ao relento o Partido da Causa Operária, como lembrou o jornalista Vitor Vieira, do sítio eletrônico Vide Versus.
Enquanto se lambuzava no exílio dourado a que se submeteu em Paris, entrincheirado na direção da 4ª Internacional Comunista, Garcia decidia a sorte de companheiros do extinto PCO, que eram obrigados a engrossar as fileiras do grupo terrorista argentino ERP (Exército Revolucionário Popular).
do blog do Ucho
O chauvinista Marco Aurélio Garcia, “aspone” de Lula, ousa falar em ficha suja
Água sanitária -
Quando o assunto é deboche, a soberba que emoldura o Partido dos Trabalhadores é invencível. Versão genérica de chanceler e integrante do núcleo duro do governo Lula da Silva, o trotskista Marco Aurélio “Top Top” Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, disse na quarta-feira (30) que o DEM “está cheio de fichas sujas”. Perguntado sobre a indicação do deputado federal Índio da Costa como candidato a vice na chapa de José Serra, o estafeta palaciano declarou que “o DEM vai ficar numa situação um pouco complexa porque se de um lado capitaliza por esse deputado, por outro lado, o DEM está cheio de fichas sujas”.
Acostumado a conviver com ditadores truculentos e sanguinários – é o caso de Fidel e Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez –, o coordenador da campanha da neopetista Dilma Rousseff deveria rever a história do próprio partido antes de lançar besteiras ao vento. Marco Aurélio certamente não se recorda da fábula “Ali Baba e o quarenta ladrões”, que na adaptação tupiniquim os mensaleiros do PT conseguiram representar com esmero.
Se a preocupação do assessor presidencial é o passado ilibado de qualquer candidato a vice, o PT precisa rever com urgência a homologação do nome do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), que na corrida rumo ao Palácio do Planalto faz dupla com Dilma Rousseff. A exemplo do que relembrou o ucho.info na edição de quarta-feira, Michel Temer teve o nome citado na Operação Caixa de Pandora, que desvendou o esquema de propinas que vigia no Distrito Federal, além de constar da contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.
Homem de fala concatenada, mas de covardia impressionante, Marco Aurélio Garcia é refém do próprio passado. No final dos anos 60, quando a truculência da ditadura militar se fazia presente em todos os rincões nacionais, Marco Aurélio Garcia, propulsado pelo vírus da traição, se apequenou diante da primeira carraspana policial, saindo de Porto Alegre e deixando ao relento o Partido da Causa Operária, como lembrou o jornalista Vitor Vieira, do sítio eletrônico Vide Versus.
Enquanto se lambuzava no exílio dourado a que se submeteu em Paris, entrincheirado na direção da 4ª Internacional Comunista, Garcia decidia a sorte de companheiros do extinto PCO, que eram obrigados a engrossar as fileiras do grupo terrorista argentino ERP (Exército Revolucionário Popular).
do blog do Ucho
Enfim, um Calabar Bandeirante
Enfim, um Calabar Bandeirante, e Quatrocentão....
POLÍTICA - UM ATO ABSURDO DE JOÃO DÓRIA JR
O ato de João Dória Jr, apresentador da TV Record, realizando na semana que vem um almoço pra Dilma Rousseff, tem duas leituras e nenhuma delas é boa.
Primeiro, João Dória é considerado tucano da ala de Geraldo Alckmin.
Toda área política sabe da ligação de João com Geraldo.
Isto, dentro do PSDB , é considerado uma afronta à campanha de José Serra.
Mesmo que João Dória diga que preside uma confraria de empresários e que o tal almoço é apenas uma relação empresarial.
Tem mais, João é apresentador da TV Record.
Mesmo a Igreja Universal tendo seus deputados evangélicos apoiando Dilma, isto deve ficar limitado à política e um apresentador que nem é da Igreja, fazendo almoço pra Dilma, dá conotação ou de puxassaquismo ou adesismo.
Mas quem conhece o histórico de João Dória, muito flexível politicamente, não se espanta com nada disto.
do Blog do James Akel
POLÍTICA - UM ATO ABSURDO DE JOÃO DÓRIA JR
O ato de João Dória Jr, apresentador da TV Record, realizando na semana que vem um almoço pra Dilma Rousseff, tem duas leituras e nenhuma delas é boa.
Primeiro, João Dória é considerado tucano da ala de Geraldo Alckmin.
Toda área política sabe da ligação de João com Geraldo.
Isto, dentro do PSDB , é considerado uma afronta à campanha de José Serra.
Mesmo que João Dória diga que preside uma confraria de empresários e que o tal almoço é apenas uma relação empresarial.
Tem mais, João é apresentador da TV Record.
Mesmo a Igreja Universal tendo seus deputados evangélicos apoiando Dilma, isto deve ficar limitado à política e um apresentador que nem é da Igreja, fazendo almoço pra Dilma, dá conotação ou de puxassaquismo ou adesismo.
Mas quem conhece o histórico de João Dória, muito flexível politicamente, não se espanta com nada disto.
do Blog do James Akel
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O beijo da traição
Judas dirigiu-se para onde estava Jesus com uma expressão amistosa e de contentamento. Rabi! – disse, como se não o visse há semanas. Mestre! Aproximou-se e pegou obsequiosamente a mão de Jesus, como um aluno aplicado, mostrando submissão e respeito por seu superior.
Jesus estendeu-lhe a mão. Amigo. – disse. – Faça o que veio fazer. Judas beijou seu rosto.
Jesus olhou para ele. Judas. Você trai o Filho do Homem com um beijo???
Judas retirou sua mão rapidamente. E desapareceu no meio da multidão....
Jesus estendeu-lhe a mão. Amigo. – disse. – Faça o que veio fazer. Judas beijou seu rosto.
Jesus olhou para ele. Judas. Você trai o Filho do Homem com um beijo???
Judas retirou sua mão rapidamente. E desapareceu no meio da multidão....
De que lado vc está?
Quando querem transformar
Dignidade em doença
Quando querem transformar
Inteligência em traição
Quando querem transformar
Estupidez em recompensa
Quando querem transformar
Esperança em maldição:
É o bem contra o mal
E você de que lado está?
Renato Russo
Dignidade em doença
Quando querem transformar
Inteligência em traição
Quando querem transformar
Estupidez em recompensa
Quando querem transformar
Esperança em maldição:
É o bem contra o mal
E você de que lado está?
Renato Russo
Inflacionando a Traição
As traições subiram muito de preço. Judas, para trair Jesus, recebeu "30 dinheiros". Silvério dos Reis recebeu comissões sobre o ouro de Minas para trair Tiradentes. Os golpistas de 64 ganharam dólares, empregos, posições. E não podemos esquecer a traição de Dillma ao PDT e a Brizola no Rio Grande do Sul em 2000. Deu um arrastão no partido levando consigo 504 pedetistas, inclusive o trabalhista histórico Sereno Cheise, de 79 anos de idade, aproveitando-se de suas necessidades, para desmoralizar o partido. Levou também um dos filhos de Brizola.Brizola chegou a dizer que Vicente não era mais seu filho e sim de Olívio Dutra.
Calabar Pernambucano
Calabar nasceu em Alagoas. Esse nasceu em Pernambuco.
LOGO, LOGO A FATURA CHEGA.....
Fio da navalha - do blog do Ucho
Quando insistimos na tese de que a bolha de virtuosismo que o presidente Lula da Silva insiste em vender aos brasileiros e ao mundo como a mais brilhante das soluções está prestes a estourar, muitos são os que nos apontam as zarabatanas da maledicência. Mas esses incautos aduladores do messiânico presidente desconhecem uma informação preponderante. A dívida interna brasileira é de R$ 1,6 trilhão. Economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves entende que é irresponsável a gestão das finanças públicas por parte do governo Lula da Silva.
Nos últimos doze meses, os gastos com juros alcançaram a marca de R$ 179,363 bilhões, recorde da série histórica, o que corresponde a 5,42% do PIB. Já as contas do governo federal registraram déficit de R$ 509,7 milhões em maio, o maior resultado negativo para o mês desde 1999, quando atingiu R$ 650,8 milhões. “A gestão das finanças públicas é um dos pontos mais fracos do governo do presidente Lula. É um fracasso. Ele deve terminar o mandato com uma relação dívida pública/PIB média superior a 42%. Desde 1850, nunca se pagou tanto juro nem se teve uma dívida pública tão alta quanto agora. Um desequilíbrio recorde. É a síndrome de prefeito do interior que, em ano de eleição, sai gastando desesperadamente”, afirmou o economista da UFRJ.
Professor de finanças da EAESP-FGV, Samy Dana faz um diagnóstico da situação que coloca por terra o messianismo do presidente-metalúrgico, que classificou a recente crise financeira internacional como reles marolinha. Na opinião de Dana, o déficit nas contas públicas está relacionado às medidas adotadas pelo governo federal para conter os efeitos da crise mundial. “O governo gastou mais do que gerou receita. A redução de impostos, como o IPI, para vários segmentos para manter a economia aquecida durante a crise e os gastos elevados para manter programas de desenvolvimento como o Bolsa Família e o PAC fizeram a receita cair. Além disso, o fluxo de investidores estrangeiros e as exportações caíram”, destacou o professor da FGV.
Samy Dana lembra também que o aquecimento da economia, nas alturas para permitir o crescimento do PIB previsto pelos técnicos do governo, faz com que a indústria não produza à altura da demanda. O que leva à alta de preços e consequentemente à inflação. “A perspectiva é que na próxima reunião do Copom ocorra alta da taxa Selic em 0,75 pp. E o governo deverá fazer cortes de gastos públicos para reduzir o déficit”, opina Dana.
Esse cenário preocupante obriga-nos a deixar uma pergunta no ar. Como Luiz Inácio da Silva conseguiu ser laureado pela London School of Economics?
LOGO, LOGO A FATURA CHEGA.....
Fio da navalha - do blog do Ucho
Quando insistimos na tese de que a bolha de virtuosismo que o presidente Lula da Silva insiste em vender aos brasileiros e ao mundo como a mais brilhante das soluções está prestes a estourar, muitos são os que nos apontam as zarabatanas da maledicência. Mas esses incautos aduladores do messiânico presidente desconhecem uma informação preponderante. A dívida interna brasileira é de R$ 1,6 trilhão. Economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves entende que é irresponsável a gestão das finanças públicas por parte do governo Lula da Silva.
Nos últimos doze meses, os gastos com juros alcançaram a marca de R$ 179,363 bilhões, recorde da série histórica, o que corresponde a 5,42% do PIB. Já as contas do governo federal registraram déficit de R$ 509,7 milhões em maio, o maior resultado negativo para o mês desde 1999, quando atingiu R$ 650,8 milhões. “A gestão das finanças públicas é um dos pontos mais fracos do governo do presidente Lula. É um fracasso. Ele deve terminar o mandato com uma relação dívida pública/PIB média superior a 42%. Desde 1850, nunca se pagou tanto juro nem se teve uma dívida pública tão alta quanto agora. Um desequilíbrio recorde. É a síndrome de prefeito do interior que, em ano de eleição, sai gastando desesperadamente”, afirmou o economista da UFRJ.
Professor de finanças da EAESP-FGV, Samy Dana faz um diagnóstico da situação que coloca por terra o messianismo do presidente-metalúrgico, que classificou a recente crise financeira internacional como reles marolinha. Na opinião de Dana, o déficit nas contas públicas está relacionado às medidas adotadas pelo governo federal para conter os efeitos da crise mundial. “O governo gastou mais do que gerou receita. A redução de impostos, como o IPI, para vários segmentos para manter a economia aquecida durante a crise e os gastos elevados para manter programas de desenvolvimento como o Bolsa Família e o PAC fizeram a receita cair. Além disso, o fluxo de investidores estrangeiros e as exportações caíram”, destacou o professor da FGV.
Samy Dana lembra também que o aquecimento da economia, nas alturas para permitir o crescimento do PIB previsto pelos técnicos do governo, faz com que a indústria não produza à altura da demanda. O que leva à alta de preços e consequentemente à inflação. “A perspectiva é que na próxima reunião do Copom ocorra alta da taxa Selic em 0,75 pp. E o governo deverá fazer cortes de gastos públicos para reduzir o déficit”, opina Dana.
Esse cenário preocupante obriga-nos a deixar uma pergunta no ar. Como Luiz Inácio da Silva conseguiu ser laureado pela London School of Economics?
Esse é Au Concours....Calabar Quatrocentão...
Esse, então, é "Au Concours"
Porta dos fundos
Quem está escapando pela porta dos fundos da campanha tucana à Presidência da República é o ex-governador Aécio Neves: não quer ser culpado pela ascensão de Dilma Rousseff nas últimas pesquisas, ou seja, pelo fato de não ter topado ser o vice de Serra, e menos ainda pelos problemas com o DEM, gerados a partir de desembarque de Álvaro Dias na roda. Há anos, à propósito, Nelson Rodrigues gozava o mineiro Otto Lara Rezende, celebrizando uma frase: “O mineiro só é solitário no câncer”.
Porta dos fundos
Quem está escapando pela porta dos fundos da campanha tucana à Presidência da República é o ex-governador Aécio Neves: não quer ser culpado pela ascensão de Dilma Rousseff nas últimas pesquisas, ou seja, pelo fato de não ter topado ser o vice de Serra, e menos ainda pelos problemas com o DEM, gerados a partir de desembarque de Álvaro Dias na roda. Há anos, à propósito, Nelson Rodrigues gozava o mineiro Otto Lara Rezende, celebrizando uma frase: “O mineiro só é solitário no câncer”.
Vuvuzela do Apocalipse
Vejam Berlusconi tocando a Vuvuzela do Apocalipse
Profeta italiano
Falando para empresários, esta semana, na Câmara Ítalo-Brasileira de Comercio e Indústria, em São Paulo, o primeiro-ministro da Itália, o sempre polemico Silvio Berlusconi, que deveria discursar por cinco minutos e esticou para 50, profetizou que Dilma Rousseff será a futura presidente do Brasil. E mais: Berlusconi também apostou que, após o primeiro mandato de Dilma, nas eleições de 2014, Lula será novamente eleito presidente do país.
Profeta italiano
Falando para empresários, esta semana, na Câmara Ítalo-Brasileira de Comercio e Indústria, em São Paulo, o primeiro-ministro da Itália, o sempre polemico Silvio Berlusconi, que deveria discursar por cinco minutos e esticou para 50, profetizou que Dilma Rousseff será a futura presidente do Brasil. E mais: Berlusconi também apostou que, após o primeiro mandato de Dilma, nas eleições de 2014, Lula será novamente eleito presidente do país.
Um Silvério da gema
A terceira postagem vai, enfim, para um Silvério mineiro, legítimo!!
Itamar Franco não pensa no Brasil. Algum dia pensou?
Do Portal UAI:
Em rápida entrevista, Itamar Franco afirmou que vai trabalhar pela eleição de Aécio e Anastasia, não deixando claro se vai fazer campanha para José Serra (PSDB) – o candidato a presidente da República apoiado pela coligação. “Só penso em Minas”, limitou-se a dizer, completando que o estado perdeu a oportunidade de ter um presidente da República ao não emplacar a candidatura de Aécio Neves para a sucessão do Palácio do Planalto. Questionado sobre prováveis dissidências dentro do partido, Itamar apelou para a “consciência de cada um” e aproveitou para criticar a legislação eleitoral, que permite aos partidos fazerem alianças diferentes a nível federal e estadual.
..................................................................................
Itamar Franco(PPS) enfrentará Fernando Pimentel(PT) pela outra vaga no Senado, já que a outra é praticamente certa para Aécio Neves(PSDB). O "só penso em Minas" de Itamar Franco é um incentivo para que o Brasil inteiro responda, no futuro, com um imenso "só penso no Brasil, por isso não penso em Minas".
Itamar Franco não pensa no Brasil. Algum dia pensou?
Do Portal UAI:
Em rápida entrevista, Itamar Franco afirmou que vai trabalhar pela eleição de Aécio e Anastasia, não deixando claro se vai fazer campanha para José Serra (PSDB) – o candidato a presidente da República apoiado pela coligação. “Só penso em Minas”, limitou-se a dizer, completando que o estado perdeu a oportunidade de ter um presidente da República ao não emplacar a candidatura de Aécio Neves para a sucessão do Palácio do Planalto. Questionado sobre prováveis dissidências dentro do partido, Itamar apelou para a “consciência de cada um” e aproveitou para criticar a legislação eleitoral, que permite aos partidos fazerem alianças diferentes a nível federal e estadual.
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Itamar Franco(PPS) enfrentará Fernando Pimentel(PT) pela outra vaga no Senado, já que a outra é praticamente certa para Aécio Neves(PSDB). O "só penso em Minas" de Itamar Franco é um incentivo para que o Brasil inteiro responda, no futuro, com um imenso "só penso no Brasil, por isso não penso em Minas".
Dá a patinha, Judas...
A segunda postagem vai para um Calabar Cearense, useiro e vezeiro nas lides Silverianas:
Depois de ouvir que Ciro já "lambeu as feridas", Dilma troca Ceará pela Bahia.
O pitbull virou um poodle, definitivamente. Nos últimos dias, Ciro Gomes(PSB) avisou que já "lambeu as feridas" e que vai mesmo pedir votos para Dilma Rousseff(PT). Alguém esperava coisa diferente? Fala sério. Tendo em vista a capitulação do clã Ferreira Gomes, do Ceará, Dilma preferiu dedicar o seu domingo a apoiar Jaques Wagner(PT), na convenção baiana. Ao totozinho do Lula sobrou apenas mostrar o quanto o adestramento funcionou. Sobre a fritura da sua candidatura, informou: "aqueles que decidiram pensaram no melhor para o país". Dá a patinha, dá. (do blog Coturno Noturno)
Depois de ouvir que Ciro já "lambeu as feridas", Dilma troca Ceará pela Bahia.
O pitbull virou um poodle, definitivamente. Nos últimos dias, Ciro Gomes(PSB) avisou que já "lambeu as feridas" e que vai mesmo pedir votos para Dilma Rousseff(PT). Alguém esperava coisa diferente? Fala sério. Tendo em vista a capitulação do clã Ferreira Gomes, do Ceará, Dilma preferiu dedicar o seu domingo a apoiar Jaques Wagner(PT), na convenção baiana. Ao totozinho do Lula sobrou apenas mostrar o quanto o adestramento funcionou. Sobre a fritura da sua candidatura, informou: "aqueles que decidiram pensaram no melhor para o país". Dá a patinha, dá. (do blog Coturno Noturno)
Osmar Dias inaugura o blog
Com rojões e fanfarra, um paranaense, e não um mineiro (chora, Aécio...) inaugura o meu blog...
Osmar Dias com os petralhas
Candidatando-se ao governo do Paraná - sob o rolo compressor do Planalto -, Osmar Dias deixa o irmão, Álvaro, ao relento: parece que sua candidatura à vice-presidência já não faz sentido. Boa chance de o PSDB resolver o imbroglio com o DEM. Meno male.
A candidatura do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa do presidenciável tucano José Serra corria o risco nesta terça-feira, 29, à noite de não se concretizar. O motivo para o recuo do PSDB era a decisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro, de se candidatar ao governo do Paraná, numa aliança com o PMDB e o PT do Estado. A candidatura de Osmar pegou de surpresa a cúpula tucana, que nesta terça à noite se dizia estarrecida com a notícia.
A indicação de Álvaro como vice-presidente de Serra foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado. A avaliação dos tucanos é que com a candidatura de Osmar ao governo do Paraná não há sentido na permanência de Álvaro na chapa de Serra. Afinal, Osmar vai disputar o governo paranaense com o tucano Beto Richa, além de dar palanque para a presidenciável petista Dilma Rousseff.
Osmar Dias teria mudado de ideia e resolvido concorrer ao governo depois de uma visita na terça ao Paraná do ministro e presidente do PDT, Carlos Lupi. No encontro teria ficado acertado ainda a aliança com o PMDB do atual governador Orlando Pessuti. Pelo acordo caberá a Pessuti indicar o vice na chapa de Osmar. Álvaro Dias garantiu a interlocutores que o irmão não o comunicou oficialmente da decisão de disputar o governo do Paraná.
Osmar Dias com os petralhas
Candidatando-se ao governo do Paraná - sob o rolo compressor do Planalto -, Osmar Dias deixa o irmão, Álvaro, ao relento: parece que sua candidatura à vice-presidência já não faz sentido. Boa chance de o PSDB resolver o imbroglio com o DEM. Meno male.
A candidatura do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa do presidenciável tucano José Serra corria o risco nesta terça-feira, 29, à noite de não se concretizar. O motivo para o recuo do PSDB era a decisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro, de se candidatar ao governo do Paraná, numa aliança com o PMDB e o PT do Estado. A candidatura de Osmar pegou de surpresa a cúpula tucana, que nesta terça à noite se dizia estarrecida com a notícia.
A indicação de Álvaro como vice-presidente de Serra foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado. A avaliação dos tucanos é que com a candidatura de Osmar ao governo do Paraná não há sentido na permanência de Álvaro na chapa de Serra. Afinal, Osmar vai disputar o governo paranaense com o tucano Beto Richa, além de dar palanque para a presidenciável petista Dilma Rousseff.
Osmar Dias teria mudado de ideia e resolvido concorrer ao governo depois de uma visita na terça ao Paraná do ministro e presidente do PDT, Carlos Lupi. No encontro teria ficado acertado ainda a aliança com o PMDB do atual governador Orlando Pessuti. Pelo acordo caberá a Pessuti indicar o vice na chapa de Osmar. Álvaro Dias garantiu a interlocutores que o irmão não o comunicou oficialmente da decisão de disputar o governo do Paraná.
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