Um Silvério Bolivariano e de dentes podres.
O chauvinista Marco Aurélio Garcia, “aspone” de Lula, ousa falar em ficha suja
Água sanitária -
Quando o assunto é deboche, a soberba que emoldura o Partido dos Trabalhadores é invencível. Versão genérica de chanceler e integrante do núcleo duro do governo Lula da Silva, o trotskista Marco Aurélio “Top Top” Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, disse na quarta-feira (30) que o DEM “está cheio de fichas sujas”. Perguntado sobre a indicação do deputado federal Índio da Costa como candidato a vice na chapa de José Serra, o estafeta palaciano declarou que “o DEM vai ficar numa situação um pouco complexa porque se de um lado capitaliza por esse deputado, por outro lado, o DEM está cheio de fichas sujas”.
Acostumado a conviver com ditadores truculentos e sanguinários – é o caso de Fidel e Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez –, o coordenador da campanha da neopetista Dilma Rousseff deveria rever a história do próprio partido antes de lançar besteiras ao vento. Marco Aurélio certamente não se recorda da fábula “Ali Baba e o quarenta ladrões”, que na adaptação tupiniquim os mensaleiros do PT conseguiram representar com esmero.
Se a preocupação do assessor presidencial é o passado ilibado de qualquer candidato a vice, o PT precisa rever com urgência a homologação do nome do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), que na corrida rumo ao Palácio do Planalto faz dupla com Dilma Rousseff. A exemplo do que relembrou o ucho.info na edição de quarta-feira, Michel Temer teve o nome citado na Operação Caixa de Pandora, que desvendou o esquema de propinas que vigia no Distrito Federal, além de constar da contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.
Homem de fala concatenada, mas de covardia impressionante, Marco Aurélio Garcia é refém do próprio passado. No final dos anos 60, quando a truculência da ditadura militar se fazia presente em todos os rincões nacionais, Marco Aurélio Garcia, propulsado pelo vírus da traição, se apequenou diante da primeira carraspana policial, saindo de Porto Alegre e deixando ao relento o Partido da Causa Operária, como lembrou o jornalista Vitor Vieira, do sítio eletrônico Vide Versus.
Enquanto se lambuzava no exílio dourado a que se submeteu em Paris, entrincheirado na direção da 4ª Internacional Comunista, Garcia decidia a sorte de companheiros do extinto PCO, que eram obrigados a engrossar as fileiras do grupo terrorista argentino ERP (Exército Revolucionário Popular).
do blog do Ucho
Nenhum comentário:
Postar um comentário