quarta-feira, 30 de junho de 2010

Calabar Pernambucano

Calabar nasceu em Alagoas. Esse nasceu em Pernambuco.


LOGO, LOGO A FATURA CHEGA.....

Fio da navalha - do blog do Ucho

Quando insistimos na tese de que a bolha de virtuosismo que o presidente Lula da Silva insiste em vender aos brasileiros e ao mundo como a mais brilhante das soluções está prestes a estourar, muitos são os que nos apontam as zarabatanas da maledicência. Mas esses incautos aduladores do messiânico presidente desconhecem uma informação preponderante. A dívida interna brasileira é de R$ 1,6 trilhão. Economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves entende que é irresponsável a gestão das finanças públicas por parte do governo Lula da Silva.

Nos últimos doze meses, os gastos com juros alcançaram a marca de R$ 179,363 bilhões, recorde da série histórica, o que corresponde a 5,42% do PIB. Já as contas do governo federal registraram déficit de R$ 509,7 milhões em maio, o maior resultado negativo para o mês desde 1999, quando atingiu R$ 650,8 milhões. “A gestão das finanças públicas é um dos pontos mais fracos do governo do presidente Lula. É um fracasso. Ele deve terminar o mandato com uma relação dívida pública/PIB média superior a 42%. Desde 1850, nunca se pagou tanto juro nem se teve uma dívida pública tão alta quanto agora. Um desequilíbrio recorde. É a síndrome de prefeito do interior que, em ano de eleição, sai gastando desesperadamente”, afirmou o economista da UFRJ.

Professor de finanças da EAESP-FGV, Samy Dana faz um diagnóstico da situação que coloca por terra o messianismo do presidente-metalúrgico, que classificou a recente crise financeira internacional como reles marolinha. Na opinião de Dana, o déficit nas contas públicas está relacionado às medidas adotadas pelo governo federal para conter os efeitos da crise mundial. “O governo gastou mais do que gerou receita. A redução de impostos, como o IPI, para vários segmentos para manter a economia aquecida durante a crise e os gastos elevados para manter programas de desenvolvimento como o Bolsa Família e o PAC fizeram a receita cair. Além disso, o fluxo de investidores estrangeiros e as exportações caíram”, destacou o professor da FGV.

Samy Dana lembra também que o aquecimento da economia, nas alturas para permitir o crescimento do PIB previsto pelos técnicos do governo, faz com que a indústria não produza à altura da demanda. O que leva à alta de preços e consequentemente à inflação. “A perspectiva é que na próxima reunião do Copom ocorra alta da taxa Selic em 0,75 pp. E o governo deverá fazer cortes de gastos públicos para reduzir o déficit”, opina Dana.

Esse cenário preocupante obriga-nos a deixar uma pergunta no ar. Como Luiz Inácio da Silva conseguiu ser laureado pela London School of Economics?

Nenhum comentário:

Postar um comentário