quinta-feira, 1 de julho de 2010

Laranja Silvéria armando

A armadilha da Laranja (do Lulla) Silvéria


Constituinte de Dillma é armadilha
Autor(es): Agencia o Globo
O Globo - 01/07/2010

A América Latina tem sido um laboratório de destilação de fórmulas de aparência democrática criadas para sufocar a democracia. O principal centro de elaboração desta alquimia é a Venezuela do coronel Hugo Chávez, o golpista frustrado de 1992, mas eleito pelo voto popular seis anos depois. Nenhum reparo a fazer, pois, se todo golpista decidisse se submeter ao teste das urnas, o continente estaria em melhores condições. Chávez, porém, partiria para aplicar seu método populista de "democracia direta", por meio da convocação de um plebiscito para examinar a proposta de convocação de uma constituinte. O ardil está em aplicar o método logo após a vitória eleitoral, maneira infalível de garantir sem maiores riscos a criação da Câmara para rever a Constituição, e o seu controle. O modelo foi exportado para o Equador e Bolívia, onde Rafael Correa e Evo Morales, como seu inspirador, plasmaram constituições ao bel-prazer.

Pois a mesma proposta, na essência, apareceu na boca da candidata do PT, Dilma Rousseff, na entrevista concedida ao programa "Roda Viva", da TV Cultura. Não surpreende, mas serve de alerta. Não surpreende porque o transplante deste modelo chavista para o Brasil seduz o PT e parte do governo Lula há algum tempo. Consta inclusive do programa do partido. A nacionalização do kit chavista de geração de uma "democracia" sem alternância no poder e sem liberdades republicanas produziu a ideia de convocação de uma constituinte "apenas" para executar as reformas política e tributária. Pode-se imaginar o risco que correrá a estabilidade política e institucional do país caso regras em áreas essenciais como estas puderem ser alteradas em votações por maioria simples, numa câmara dominada pelo PT e aliados fisiológicos. E mesmo que fosse a coligação tucana.

Na entrevista, Dilma reafirmou o credo petista a favor do financiamento público de campanha e da votação em lista. São ideias muito polêmicas, pois a estatização completa dos gastos em eleição não elimina o risco do caixa dois, e o voto em lista, não individualizado, concede poder absoluto às cúpulas partidárias na escolha dos candidatos (aliás, bem ao estilo petista). A controvérsia em torno dessas bandeiras desaconselha que possam ser tomadas decisões sobre elas numa constituinte, ainda mais contaminada pelo resultado de uma eleição presidencial. Nada garante, também, que esta constituinte não possa cometer desatinos em outros campos. E, de mais a mais, câmaras revisoras são convocadas em momentos políticos muito específicos, como o de mudança de regime, não para tratar de temas tópicos. Se não há maioria qualificada no Congresso para rever a Carta é porque não existe consenso na sociedade em torno desta revisão. Elementar. A proposta de contornar a questão pelo atalho da constituinte exclusiva tem DNA golpista.

Na verdade, existem aperfeiçoamentos na legislação eleitoral que prescindem de mudanças constitucionais. A Lei da Ficha Limpa é um exemplo. Além disso, há dispositivos neste campo que ainda não foram suficientemente testados para ser revistos, caso do mandato de quatro anos com uma reeleição consecutiva, um dos alvos da militância que apoia Dilma. O assunto é sério, delicado, e não pode ser esquecido na agenda de debates na campanha presidencial.

O inimigo dos Silvérios

Um bahiano inimigo dos Silvérios.


O brasileiro Rui Barbosa

(*) Ipojuca Pontes -

Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.

(A propósito - cumpre lembrar - ficou célebre nos anais da história literária o caso da biografia do lexicólogo inglês Samuel Johnson: o seu biógrafo e confidente, James Boswell, tornou-se mais festejado do que o próprio biografado - autor, por sinal, da frase lapidar: “O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”).

Este é justamente o caso do escritor Murilo Melo Filho, em seu livro “O brasileiro Rui Barbosa” (União Editora, João Pessoa, 2010), lançamento não apenas oportuno e essencial, mas de leitura cativante.

Oportuno, em primeiro lugar, porque ao ser lançado em momento tão singularmente acanalhado da vida pública brasileira, recoloca na ordem do dia a pouco lembrada figura de Rui Barbosa, um dos nossos raros homens públicos que soube manter ao longo da vida (de 73 anos) a necessária decência; essencial, porque em exatas 255 páginas a obra nos concede, em substância, os elementos indispensáveis para se avaliar com objetividade a presença marcante de Rui Barbosa no cenário nacional – cenário em que se fez legenda não só como jornalista, político e jurista, mas como escritor, filólogo, educador, diplomata (sem jamais ter passado pelo Itamaraty) e orador; e cativante, por sua vez, porque o autor conduz o leitor - em meio ao levantamento de uma vida plena de peripécias e dramaticidade – ao deleite de pura fruição estética, algo só perceptível na genuína obra literária.

Na sua bem-sucedida empreitada, Murilo Melo Filho soube realçar os muitos atributos que definiram (e definem, ainda hoje) o brasileiro Rui Barbosa, especialmente no que ele tinha (vá lá o chavão) de inteligente, culto, corajoso, fluente e tenaz. No capítulo tenacidade, como realçam alguns biógrafos, Rui Barbosa tinha por hábito trabalhar até 15 horas por dia, uma coisa espantosa, sobretudo para quem, como ele, convivia com freqüentes problemas de saúde, não passava de 1,58m de altura, pesando em média 49 quilos.

De ordinário, para se reconstituir a vida de personagem de grande estatura histórica se faz necessário algo mais do que a simples tarefa de coligir fatos, intercalados de datas – uma constante no trabalho de certos biógrafos, nacionais ou estrangeiros, em geral incapazes de refletir sobre o passado.

Neste terreno intrincado, como é sabido, antes de cumprir as tarefas básicas do ofício (ler cartas, livros, estudar documentos, consultar arquivos, entrevistar pessoas, etc.), há que se admirar, nos seus prós e contras, para o bem ou para o mal, a figura do personagem a ser retratado.

Nesta perspectiva, ao considerar Rui Barbosa o protagonista principal da nossa história dita culta e civilizada, no Império e na República, Murilo Melo Filho vai fundo na sua admiração, assumindo a postura de biógrafo consciente e criterioso.

De início, o livro de MMF se impõe como trabalho abrangente. O autor, sem fugir à complexidade do desafio, se empenha em revelar as múltiplas facetas do brasileiro Rui Barbosa, tais como, por exemplo, as do abolicionista, salientando sua extraordinária capacidade de luta para nos livrar, sem o rancor ideológico das cotas raciais em voga, da chaga da escravidão tardia. Neste embate, travado por Rui no parlamento e nas redações de jornais, seu empenho foi tanto que o próprio Machado de Assis diagnosticou: “Ninguém o excedeu, em brilho e em denodo, na libertação dos escravos”.

Não menos importante, por outro lado, foi a sua participação na construção da República (hoje muito exaltada, mas cada vez mais vilipendiada). De fato, embora respeitado por D. Pedro II, um monarca moderador, Rui era um federalista convicto e logo aderiu à conspiração, transformando-se no arauto da idéia republicana.

Quando o Império é derrubado e a República é proclamada sob os olhares do povo “perplexo e bestificado”, em 15 de novembro de 1889, Rui redige o Decreto provisório que estabeleceu a República Federativa Brasileira, separando a Igreja do Estado – quem sabe, uma das prováveis causas do vácuo moral que se abate sobre o País.

Posteriormente, sozinho, redigiu a Constituição de 1891, fortemente inspirada na constituição dos Estados Unidos, descentralizadora dos poderes, dando larga autonomia, hoje sonegada, aos municípios e às províncias, transformadas em “estados”. Feito Vice-Chefe do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa lançou um manifesto cujo lema era o seguinte: “Com a lei, pela lei e dentro da lei, por que fora da lei não há salvação. Ouso dizer que este é o programa da República”.

Estudiosos desta fase da vida nacional acreditam que Rui, nomeado ministro da Fazenda, abriu séria fenda na sua biografia. De fato, ao impor, na “macroeconomia” cabocla, a conversibilidade do padrão-ouro, o baiano, tal como o venturoso JK, passou a emitir papel moeda aos borbotões, dando margem à política do “encilhamento”, propulsora do jogo especulativo da bolsa, que fez fortunas da noite para o dia e levou o país à inflação galopante, à “carestia” e à quebradeira geral. Como resultado, veio a crise política e a previsível renúncia do ministério.

Rui só ergueu a cabeça (que lhe era desproporcional ao tamanho do corpo) seis anos depois, em 1907, por ocasião da Conferência de Paz, em Haia, onde representou o Brasil na qualidade de Embaixador Plenipotenciário.

Na Conferencia - considerada a maior assembléia diplomática internacional até então realizada, com a participação de 44 paises do chamado mundo civilizado – a atuação de Rui colocou o Brasil (então, uma floresta gigantesca com 25 milhões de habitantes) nas páginas da história universal.

De início, causou surpresa ver aquela figura mirrada, quase anã, analisar projetos e apresentar emendas e substitutivos no mais irrepreensível francês. Criou ressentimentos, é claro. Numa dessas reuniões, Rui invocou-se ao sentir que um seu discurso, considerado político pelo presidente da Mesa (o embaixador russo De Martens), não seria transcrito nos Anais.

Foi o suficiente para que o orador, até então visto com descaso, subisse à tribuna e, de improviso, fizesse o mais lúcido discurso por acaso já proferido numa conferência internacional sobre as distinções entre a baixa e a alta política, sendo esta, no seu entender, a atmosfera em que podem respirar os povos civilizados – razão pela qual, afirmava, não poderia ser ela excluída de uma assembléia de homens livres. E num arremate marcante, concluiu que a alta política tornava inatacável o princípio da justiça, sem o qual não poderia prevalecer a soberania do direito e a almejada igualdade jurídica entre os povos. O mundo, ali representado, desabou.

Mas o seu grande tento não ficou restrito à palavra. No final da Conferência, no momento da criação da Corte Permanente de Justiça composta por cinco integrantes - Rússia, França, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos -, denunciou a manobra, repudiando a formação do quinquovirato. Com o gesto, obrigou as grandes potências incluírem na Comissão Permanente de Justiça de Haia (que julgou, recentemente, o sérvio Slobodan Milosevic), não apenas a representação das cinco nações, mas de todas as nações presentes. Como registrou o delegado belga Lapradelle, “Aquela figura frágil agigantou-se em tamanho e grandeza. Através do Dr. Barbosa, o Brasil alçava-se a uma posição culminante. Ele poderia aliar-se aos maiores, mas preferiu teimar em defesa dos pequenos”.

Durante quase meio século a Águia de Haia impôs-se como fenômeno político único e duradouro: deputado provincial, inúmeras vezes senador da República e duas vezes candidato (derrotado) à presidente da Nação (numa delas, na campanha Civilista, contra o folclórico Marechal Hermes da Fonseca), ele assumiu, com legitimidade, o papel da melhor consciência nacional, sempre se insurgindo, com voz firme e oratória incisiva, contra os políticos boçais e desonestos, as maquinações de governos malandros, as imposturas dos movimentos supostamente democráticos e, sobretudo, a alarmante e contagiosa burrice nacional.

Escritor exigente, autor de clássicos da língua portuguesa (da qual foi intransigente defensor), presidente da Academia Brasileira de Letras a despeito de sua vontade, Rui Barbosa foi o relator responsável pelo mais completo projeto de Reforma de Ensino Primário, Secundário e Superior até hoje encaminhado ao poder público – reforma que partia da observação singular de que “os maus alunos serão maus professores, que, por sua vez, serão péssimos líderes”. Na verdade, como o seu objetivo era “ensinar a pensar, a compreender as instituições e a construir a nacionalidade”, seu projeto, em essência, continua intocado.

De minha parte, penso que a ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos. Com efeito, Rui Barbosa, que exaltava o papel do indivíduo, aprofundou os alicerces da nação brasileira, debatendo os seus principais problemas e enfrentando com inteireza suas questões morais, políticas e sociais. Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.

Quero crer que se os integrantes mais conscientes das novas gerações soubessem, por exemplo, que Rui Barbosa, no final da vida, doente e necessitado, recusou, por questão de consciência, projeto do Senado Federal que lhe assegurava prêmio de 5 mil contos; e que, para não deixar o Brasil cair de quatro, recusou o privilegiado cargo de Juiz Permanente na Corte Internacional de Haia; e que, exilado em Londres, em vez sacar dinheiro dos cofres partidários ou assaltar bancos, resolveu lecionar em terra estranha, colocando numa placa de rua o anúncio “Ensina-se inglês”; e que, mesmo atacando em prólogo a infalibilidade do Papa, acreditava em Deus e não deixava de ir para a cama sem rezar de joelhos; e que, no final da vida, na alvorada da morte, escreveu peça oratória da dimensão de “Oração aos Moços”, um testamento cívico e moral sem precedentes na vida do povos - bem, repito, se os integrantes das novas gerações soubessem disso, na certa arrancariam os próprios olhos, como fez o malsinado Édipo, em Tebas, diante do horror da realidade trágica que o cercava.

Em suma, “O brasileiro Rui Barbosa” é um livro fascinante, que nos livra da praga das interpretações “desconstrutivistas” dos professores universitários. Devemos agradecer, penhorados, ao jornalista e escritor Murilo Melo Filho ter sabido criar e oferecer uma obra tão inesperada quanto valiosa.

Um Silvério a procura de um dentista

Um Silvério Bolivariano e de dentes podres.

O chauvinista Marco Aurélio Garcia, “aspone” de Lula, ousa falar em ficha suja

Água sanitária -

Quando o assunto é deboche, a soberba que emoldura o Partido dos Trabalhadores é invencível. Versão genérica de chanceler e integrante do núcleo duro do governo Lula da Silva, o trotskista Marco Aurélio “Top Top” Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, disse na quarta-feira (30) que o DEM “está cheio de fichas sujas”. Perguntado sobre a indicação do deputado federal Índio da Costa como candidato a vice na chapa de José Serra, o estafeta palaciano declarou que “o DEM vai ficar numa situação um pouco complexa porque se de um lado capitaliza por esse deputado, por outro lado, o DEM está cheio de fichas sujas”.

Acostumado a conviver com ditadores truculentos e sanguinários – é o caso de Fidel e Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez –, o coordenador da campanha da neopetista Dilma Rousseff deveria rever a história do próprio partido antes de lançar besteiras ao vento. Marco Aurélio certamente não se recorda da fábula “Ali Baba e o quarenta ladrões”, que na adaptação tupiniquim os mensaleiros do PT conseguiram representar com esmero.

Se a preocupação do assessor presidencial é o passado ilibado de qualquer candidato a vice, o PT precisa rever com urgência a homologação do nome do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), que na corrida rumo ao Palácio do Planalto faz dupla com Dilma Rousseff. A exemplo do que relembrou o ucho.info na edição de quarta-feira, Michel Temer teve o nome citado na Operação Caixa de Pandora, que desvendou o esquema de propinas que vigia no Distrito Federal, além de constar da contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

Homem de fala concatenada, mas de covardia impressionante, Marco Aurélio Garcia é refém do próprio passado. No final dos anos 60, quando a truculência da ditadura militar se fazia presente em todos os rincões nacionais, Marco Aurélio Garcia, propulsado pelo vírus da traição, se apequenou diante da primeira carraspana policial, saindo de Porto Alegre e deixando ao relento o Partido da Causa Operária, como lembrou o jornalista Vitor Vieira, do sítio eletrônico Vide Versus.

Enquanto se lambuzava no exílio dourado a que se submeteu em Paris, entrincheirado na direção da 4ª Internacional Comunista, Garcia decidia a sorte de companheiros do extinto PCO, que eram obrigados a engrossar as fileiras do grupo terrorista argentino ERP (Exército Revolucionário Popular).
do blog do Ucho

Enfim, um Calabar Bandeirante

Enfim, um Calabar Bandeirante, e Quatrocentão....

POLÍTICA - UM ATO ABSURDO DE JOÃO DÓRIA JR

O ato de João Dória Jr, apresentador da TV Record, realizando na semana que vem um almoço pra Dilma Rousseff, tem duas leituras e nenhuma delas é boa.
Primeiro, João Dória é considerado tucano da ala de Geraldo Alckmin.
Toda área política sabe da ligação de João com Geraldo.
Isto, dentro do PSDB , é considerado uma afronta à campanha de José Serra.
Mesmo que João Dória diga que preside uma confraria de empresários e que o tal almoço é apenas uma relação empresarial.
Tem mais, João é apresentador da TV Record.
Mesmo a Igreja Universal tendo seus deputados evangélicos apoiando Dilma, isto deve ficar limitado à política e um apresentador que nem é da Igreja, fazendo almoço pra Dilma, dá conotação ou de puxassaquismo ou adesismo.
Mas quem conhece o histórico de João Dória, muito flexível politicamente, não se espanta com nada disto.
do Blog do James Akel